“Agência” apresenta “Carta Branca” a Alice Guimarães e Mónica Santos

“Agência” apresenta “Carta Branca” a Alice Guimarães e Mónica Santos

18 NOVEMBRO 2019

No âmbito da celebração do seu 20º aniversário, a Agência apresenta a “Carta Branca aos Realizadores Portugueses” que, no espaço de um ano, irá percorrer os diversos festivais de cinema com sessões de celebração da cinematografia nacional do século XXI.

O décimo-terceiro acto da iniciativa Carta-Branca aos Realizadores Portugueses terá lugar no Porto, no âmbito do Porto/Post/Doc, a decorrer de 23 de novembro a 1 de dezembro. O festival desafiou as realizadoras Mónica Santos e Alice Guimarães para programar e apresentar uma sessão especial.

Mónica Santos e Alice Guimarães, a dupla de realizadoras dos galardoados filmes “Amélia & Duarte” e “Entre Sombras“, selecionaram 5 curtas-metragens para a sua Carta Branca: “Russa” de João Salaviza e Ricardo Alves Jr., “Cidade Pequena” de Diogo Costa Amarante, “Viagem a Cabo Verde” de José Miguel Ribeiro, “Kali, O Pequeno Vampiro” de Regina Pessoa, “Água Mole” de Alexandra Ramires (Xá), Laura Gonçalves. Os filmes serão apresentados no dia 25 de novembro, às 16h30, no Teatro Municipal do Porto – Rivoli.

As realizadoras inspiraram-se no tema que pauta esta edição do Porto Post Doc – a identidade – para prepararem esta sessão. Mónica Santos justifica a escolha da curta “Cidade Pequena”, de Diogo Costa Amarante, em que é possível observar-se a construção da identidade na infância através do limite do corpo e da sua mortalidade e cuja citação – “uma cidade maior um dia levá-lo-á” – leva até “Russa”, de João Salaviza e Ricardo Alves Jr., no qual a identidade adulta se confina aos espaços onde se cresce e às memórias neles contidas: dois períodos, duas identidades. Alice Eça Guimarães explora o tópico da identidade através de “Viagem a Cabo Verde”, de José Miguel Ribeiro, cujo protagonista se despe de planos e bagagens para partir à procura do essencial, e do elogio da diferença em “Kali, O Pequeno Vampiro”, de Regina Pessoa, na qual a integração surge como um processo destrutivo e regenerador que levará a personagem a aceitar as suas características inatas e exclusivas. Por fim, “Água Mole”, de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, cruza o documentário e a ficção, para descrever a busca de uma comunidade por uma vida melhor, abdicando de um discurso cultural construído através de várias gerações.

Notícia original Agência Curtas. Mais informações aqui.